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Posicionamento público · Outubro 2026

#ElesNão

Nossa oposição ao projeto político da família Bolsonaro.

O posicionamento do Ilumina Brasil neste segundo turno.

Leia nossa posição ↓

Vida no centro

Há momentos em que nossos valores precisam se tornar uma posição pública.

O Ilumina Brasil é contra a eleição de Flávio Bolsonaro. Aqui apresentamos os motivos, os documentos e as fontes que fundamentam essa posição.

Como ler esta declaração

Os argumentos estão organizados por temas. Ao longo da leitura, abra “Fontes e contexto” para consultar os documentos e as referências de cada argumento. No final, explicamos como reunimos essas fontes.

Valores e independência
01Argumento

Valores precisam ter consequências.

Democracia, dignidade humana, justiça social, cuidado e responsabilidade ecológica orientam o Ilumina Brasil.

Esses compromissos nos levam a uma posição clara.

Somos contra a eleição de Flávio Bolsonaro.

Assumimos essa posição mesmo em um ambiente em que a discordância tantas vezes é recebida com ódio.

02Argumento

Isso não é sobre esquerda ou direita.

Não rejeitamos uma candidatura por ser de direita.

Avaliamos atitudes, palavras, alianças e compromissos.

É por esses critérios que rejeitamos o projeto político representado por Flávio Bolsonaro.

Nossa independência partidária exige liberdade para nos posicionar e cobrar qualquer governo.

03Argumento

Queremos renovação. E alternância com responsabilidade.

Nenhum partido deve se considerar dono do país.

Queremos novas lideranças, alternância de poder e melhores alternativas.

Mas a rejeição ao governo atual não basta para tornar outra candidatura aceitável.

Nossa liberdade de escolha exige avaliar o que cada projeto representa.

Democracia e responsabilidade
04Argumento

Parentesco não determina culpa. Compromissos políticos importam.

Cada um responde pelos próprios atos.

Mas a articulação em torno da proteção de Jair Bolsonaro faz parte do projeto que estamos avaliando.

O interesse de uma família não pode comandar o destino do país.

Fontes e contexto 2 referências

A responsabilidade jurídica é individual. A avaliação do Ilumina é sobre compromissos e articulações políticas documentados, não sobre culpa por parentesco.

05Argumento

Pacificar o país exige enfrentar a tentativa de golpe.

Bolsonaro reuniu embaixadores para atacar, sem provas, a confiabilidade das eleições. Depois, foi condenado por sua participação na tentativa de golpe após a derrota de 2022.

Flávio defende uma anistia que beneficiaria seu pai e outros envolvidos.

Democracia exige aceitar a possibilidade de perder. Direito de defesa e justiça proporcional são indispensáveis.

Tentar impedir a escolha da população precisa ter consequências. Retirar essa responsabilização enfraquece a democracia.

Fontes e contexto 4 referências

A reunião com embaixadores e a condenação pela tentativa de golpe são episódios e processos diferentes. A anistia é um instrumento constitucional; nossa oposição a sua aplicação neste caso é uma avaliação política sobre responsabilização democrática.

06Argumento

A Justiça deve prestar contas. A democracia deve ser protegida.

Erros, abusos e privilégios precisam ser apurados em qualquer instituição.

Decisões judiciais podem ser criticadas e contestadas pelos meios legais.

Mas isso não torna aceitável uma tentativa de golpe.

Defendemos instituições fiscalizadas pela sociedade e limites ao poder de quem governa.

07Argumento

Patriotismo exige autonomia diante de Trump também.

Eduardo Bolsonaro buscou sanções dos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras no processo contra seu pai.

Trump vinculou tarifas sobre produtos brasileiros ao tratamento dado a Jair Bolsonaro.

Interesses familiares entraram no centro de uma disputa com consequências para o país.

Nenhuma liderança estrangeira deve determinar quem pode ser responsabilizado aqui.

A soberania vale diante de qualquer potência. O Brasil vem antes da lealdade a um líder.

Fontes e contexto 2 referências

A ordem americana cita o tratamento dado a Jair Bolsonaro entre suas justificativas. A avaliação sobre interesses familiares é do Ilumina. Não atribuímos a Flávio apoio a todas as iniciativas de Eduardo ou de Trump.

08Argumento

O Estado brasileiro não é propriedade de uma família.

A investigação da “Abin paralela” apontou espionagem ilegal contra adversários políticos.

Uma gravação, segundo a PF, registra Bolsonaro e o então diretor da agência discutindo medidas para anular uma investigação contra Flávio.

Inteligência pública existe para proteger o país. Não para perseguir críticos ou blindar os filhos de quem governa.

Fontes e contexto 3 referências

As afirmações são atribuídas à investigação da PF. O áudio é de uma reunião de agosto de 2020 e foi divulgado em 2024. Flávio negou relação com a Abin; Ramagem contestou a interpretação da PF. Esse registro não é apresentado como condenação de Flávio nem como prova de participação dele no esquema de espionagem.

Vida e natureza
09Argumento

Na pandemia, a palavra de um presidente orientava vidas.

Bolsonaro minimizou o risco ao dizer que poderia ter apenas uma “gripezinha”. Promoveu a cloroquina como tratamento contra a covid.

A CPI apontou atraso na compra de vacinas e concluiu que ele contribuiu para a mortalidade no país.

Há famílias carregando perdas desse período.

Cuidar da vida exige responsabilidade com a ciência e com quem está vulnerável.

Fontes e contexto 3 referências

A fala sobre uma “gripezinha” ocorreu no pronunciamento de 24 de março de 2020 e fazia referência a como Bolsonaro julgava que a doença o afetaria. As conclusões sobre a condução da pandemia são da CPI, cujo relatório foi aprovado em 26 de outubro de 2021; recomendações de investigação não equivalem a condenações judiciais.

10Argumento

Nosso compromisso com a natureza precisa orientar o voto.

Durante a pandemia, o então ministro Ricardo Salles propôs “passar a boiada”: aproveitar a atenção voltada à crise para flexibilizar regras ambientais.

O desmatamento na Amazônia Legal passou de 7.536 km² em 2018 para 13.038 km² em 2021, segundo o INPE.

A proteção da água, do clima e dos povos da floresta exige decisões concretas.

As condições de vida das próximas gerações dependem delas.

Fontes e contexto 3 referências

A expressão “passar a boiada” foi usada por Ricardo Salles na reunião ministerial de 22 de abril de 2020. Os números são as taxas anuais consolidadas do PRODES para a Amazônia Legal. O ano PRODES abrange agosto do ano anterior a julho do ano de referência. A comparação mostra aumento no período; não atribui toda a variação a uma única fala ou decisão.

Cultura, dignidade e liberdade
11Argumento

A crueldade não pode se tornar uma referência de força.

Jair Bolsonaro homenageou o coronel Ustra, associado à repressão e à tortura durante a ditadura, em seu voto no impeachment de Dilma Rousseff.

Lideranças ajudam a formar o que uma sociedade aprende a admirar.

A dignidade humana precisa estar acima da exaltação de quem a violou.

Fontes e contexto 2 referências

O registro da Câmara documenta a homenagem feita no voto de 17 de abril de 2016. A representação sobre esse episódio foi arquivada pelo Conselho de Ética; não apresentamos esse procedimento como condenação parlamentar.

12Argumento

Uma arma como símbolo político também educa.

Jair Bolsonaro transformou o gesto de uma arma com as mãos em uma marca de sua atuação política.

Símbolos chegam às crianças e ajudam a formar nossa ideia de poder.

Queremos segurança pública responsável e proteção às pessoas.

Queremos que cuidar, cooperar e preservar vidas sejam reconhecidos como força.

Fontes e contexto 2 referências

Os registros documentam o uso recorrente do gesto. A interpretação sobre o significado educativo dos símbolos é uma avaliação cultural do Ilumina.

13Argumento

Ninguém deve obediência política em nome de Deus.

Respeitamos a fé e o direito de pessoas religiosas participarem da política.

O Estado deve proteger todas as crenças e quem não tem religião.

Ninguém deve precisar escolher entre sua devoção e a liberdade de questionar um governante.

A fé não pode conceder a uma liderança imunidade à crítica.

Fontes e contexto 1 referências

Este trecho declara um princípio do Ilumina. Respeitar a liberdade religiosa inclui proteger a participação política de pessoas de fé e a liberdade de quem tem outras crenças ou nenhuma religião.

14Argumento

Mulheres e minorias não devem se curvar ao poder.

Jair Bolsonaro afirmou que minorias deveriam se curvar à maioria. Sua trajetória também inclui declarações de desrespeito às mulheres.

Proteger mulheres exige enfrentar a violência, respeitar sua autonomia e garantir participação nas decisões.

Pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+ têm direito à segurança e à dignidade.

Nenhuma maioria tem autorização para humilhar ou retirar direitos.

Fontes e contexto 3 referências
15Argumento

A cultura precisa poder questionar quem governa.

O governo Bolsonaro extinguiu o Ministério da Cultura, transferindo suas funções a uma secretaria.

Um edital do audiovisual foi suspenso após suas críticas a projetos com temática LGBTQIA+.

Direcionar a criatividade exige espaço para expressões que desafiem nossas certezas e o próprio poder.

Fontes e contexto 3 referências

A Cultura continuou existindo como secretaria após a extinção do ministério. A suspensão do edital foi oficialmente justificada pela recomposição de um comitê; ocorreu após críticas de Bolsonaro e foi posteriormente revertida judicialmente.

16Argumento

A escola deve formar pessoas capazes de questionar.

Em 2019, o MEC orientou escolas a filmar alunos e ler uma mensagem com o slogan da campanha de Bolsonaro.

A orientação foi revista após a reação pública.

O episódio mostra por que a educação precisa ser protegida de sua utilização em favor de um governante.

Estruturar a consciência exige liberdade para investigar, compreender e discordar.

Fontes e contexto 2 referências

A comunicação do MEC apresentava o cumprimento como voluntário. O slogan foi retirado e a orientação sobre vídeos foi revista após a repercussão. O episódio não significa que toda a educação do período se reduziu a essa medida.

Depois das urnas
17Argumento

Nossa escolha não dá um cheque em branco a Lula.

Reconhecemos a reconstrução do Ministério da Cultura.

Também questionamos a aposta em ampliar a fronteira do petróleo na região da Foz do Amazonas.

Cobraremos transparência, apuração de denúncias e responsabilização de qualquer governo.

Os valores que nos fazem dizer #ElesNão continuarão orientando nossa cobrança depois das urnas.

Fontes e contexto 2 referências

O registro do Ministério da Cultura documenta a retomada do status ministerial em 2023. O Ministério de Minas e Energia registrou, em outubro de 2025, a licença para perfuração exploratória. Perfuração exploratória não equivale a autorização de produção comercial; nossa crítica é à expansão dessa fronteira petrolífera.

18Argumento

Nossa posição é firme. Nosso compromisso com o diálogo também.

Há pessoas que apoiam Flávio entre nossos amigos, familiares e participantes.

A discordância não apaga esses vínculos nem diminui nosso dever de respeito.

O Ilumina continuará aberto ao encontro e à participação, com dignidade e convivência sem discriminação ou violência.

Organizar o amor exige sustentar o diálogo sem abandonar aquilo em que acreditamos.

Fontes e responsabilidade

Uma posição que pode ser examinada.

As referências estão junto de cada argumento. Reunimos documentos oficiais, dados públicos e reportagens que registram os episódios citados.

Os fatos documentados sustentam nossa avaliação. Conclusões de investigações são identificadas como tais; nossos princípios e juízos políticos são a posição do Ilumina.

Alguns veículos exigem assinatura, e documentos externos podem mudar de endereço. Sempre que possível, indicamos também registros institucionais e fontes complementares.

Referências reunidas em 10 de outubro de 2026.

Nosso compromisso continua

#ElesNão

Nossa posição está clara.

Nosso compromisso continuará em trabalho, participação e cobrança depois das urnas.

Organizar o amor.Estruturar a consciência.Direcionar a criatividade.

Vida no centro.
Somos a vida se organizando.